[20/11/2008] O volume de vendas de imóveis menores em setembro foi menor que o de agosto, na capital paulista. Os imóveis de dois dormitórios responderam por 1.449 das 2.544 unidades novas comercializadas, isto é, 57%, conforme pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), a partir de dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).
A pesquisa confirmou que o mercado imobiliário começou a apresentar em setembro os primeiros reflexos das turbulências financeiras globais, registrando queda de 35% no volume de lançamentos de imóveis - de 3.642 unidades em agosto para 2.368 em setembro.
No mesmo mês, o volume de imóveis novos comercializados também sofreu recuo. Foram vendidas 2.544 unidades residenciais, representando recuo de 38,6% em comparação com agosto (4.146 unidades).
Em relação ao valor comercializado no nono mês do ano, o segmento de dois-quartos representou 22,5% do total, com valor global de vendas (VGV) de R$ 149,8 milhões. Os imóveis de três dormitórios, por sua vez, responderam por 22,6% dos imóveis vendidos (574 unidades) e por 23,9% do montante comercializado (R$ 158 milhões).
Em agosto, 2.042 unidades desses imóveis foram vendidas, o que correspondeu à maioria das vendas naquele mês. Já as vendas de imóveis de um e quatro dormitórios somaram 37 e 484 unidades, respectivamente, e VGV de R$ 6,3 milhões e R$ 350,3 milhões.
O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, não descarta a possibilidade de reversão do quadro de desaceleração até o final de 2008, considerando o elevado contingente de pessoas que demandam por habitação. Segundo ele, "uma revisão momentânea de expectativas diante de uma crise global jamais imaginada é absolutamente normal".
Conforme o departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, o desaquecimento da comercialização de imóveis novos refletiu o indicador de desempenho Vendas sobre Oferta (VSO) de 13,8%, contra 20,7% registrado em agosto.
O ritmo é considerado bom, pois, na década de 90, o VSO médio foi de 8,4% e atingiu 8,8% e 12,1% em 2005 e 2006, respectivamente.
Segundo Alberto Du Plessis, vice-presidente de Tecnologia e Relações de Mercado do sindicato, os resultados obtidos nas pesquisas ao longo de 2008 se mostraram positivos.
"O total de unidades vendidas desde o início do ano, 28.464 moradias, indica crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado [24.249 unidades entre janeiro e setembro de 2007]."
Conforme o Secovi-SP, o ritmo médio de comercialização nos nove primeiros meses deste ano, da ordem de 16,1% ao mês, está próximo do índice médio percebido em 2007, de 16,2%, e superior aos 15,1% registrados entre janeiro e setembro do ano passado.
O mês de outubro também já sinalizou a reversão no setor imobiliário em São Paulo, pois foi detectada queda nas vendas na segunda quinzena, conforme reportagem do DCI publicada no último dia 3. A estimativa do Secovi-SP se baseou nas visitas de possíveis compradores aos locais de venda e no fechamento dos negócios.
Condomínio
Levantamento realizado no mercado pela Lello Condomínios, empresa de administração de condomínios no Estado de São Paulo, apontou de que o número de empreendimentos do tipo clube na capital e na região metropolitana vai crescer 114% entre 2009 e 2011, passando dos atuais 140 para 299 condomínios e representando 18% do total de novos lançamentos imobiliários.
Conforme a Lello, o aumento de investimentos em condomínios-clube se justifica pela busca crescente por espaços que ofereçam lazer e conveniência para a família, e com segurança.
Geralmente instalados em terrenos de área superior a oito mil metros quadrados, esses condomínios têm quadra de tênis, academias, espaço gourmet, serviços de pet care, minicampos de golfe e garage band.
Terreno
Afora a área de imóveis, o segmento de terrenos está aquecido no mercado carioca. Ontem, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) anunciou ter acertado a venda de um terreno em Duque de Caxias para a gráfica Ediouro.
A área, de 58 mil metros quadrados, faz parte do distrito industrial do município. A empresa deve investir R$ 44 milhões na construção de um parque gráfico.
Também ontem, a Fagga Eventos, empresa especializada na organização de feiras, anunciou ter adquirido a feira Construir, importante evento do setor de construção civil, que deve acontecer entre os dias 17 e 21 de novembro de 2009, no Rio de Janeiro.
Fonte: DCI Online/SP Postado em 20/11/2008
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