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Caixa libera R$ 638 mi para micros e pequenos empresários em Goiás

[20/11/2008] Micro e pequenos empresários já podem recorrer à Caixa Econômica Federal em busca de financiamentos. Banco anunciou ontem liberação de R$ 20 bilhões em crédito. Para Goiás, foram destinados R$ 638.360 milhões.

Crise econômica não influenciou taxas e prazos para as linhas jurídicas, que mantêm as mesmas condições. Os juros variam entre 0,83% a 3,8% ao mês.


De janeiro a outubro deste ano, a Caixa emprestou cerca de R$ 922.951 milhões às empresas do Estado. Aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2007, quando o banco investiu R$ 809.225 milhões.

"Em 2008, disponibilizou 50% a mais de recursos do que no ano passado", disse o superintendente do banco, Moacyr do Espírito Santo.


"Recursos têm disposição imediata", disse o superintendente. Ele acredita que o valor será suficiente para atender aos empresários. A liberação para cada empresa depende de cada faturamento.


Para adquirir empréstimo, empresário deve procurar a Caixa munido de documentos da empresa e comprovação de faturamento. Empresa deve ter, no mínino, 12 meses de faturamento.

Para recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), banco disponibiliza na internet aplicativo para facilitar o processo de financiamento.


A Caixa oferece seis linhas de crédito para micro e pequenas empresas. Valor máximo financiado é de R$ 10 milhões, com juros de 3,8% mais Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) por meio do BNDES Automático e Finame, para quem deseja ampliar ou modernizar a empresa.

Os que precisam de capital de giro podem optar pela linha Giro Caixa, na qual o empresário pode financiar até R$ 50 mil, em 24 meses, com taxa de juros a 0,83% ao mês mais Taxa Referencial (TR).


Investimento


Proprietário de restaurante em Goiânia, Ramon Costa de Carvalho, 26, destaca a importância da liberação de crédito para pequenas empresas.

"É difícil ter recurso próprio para melhorar o negócio", diz ele, que pleiteia junto à GoiásFomento R$ 14 mil para aquisição de novos equipamentos e matérias-primas. Expectativa é ampliar o atendimento, hoje, em média de 100 pessoas, para 150.


Ramon diz que desconhecia a oferta de recursos para micro e pequenas empresas pela Caixa e já adianta que irá se informar sobre as vantagens do financiamento pela instituição.


"Mais para frente, pretendo mudar a atuação da empresa para alimentação industrial e, conseqüentemente, buscar novo empréstimo", justifica. Para abrir o empreendimento, utilizou R$ 2 mil obtidos junto ao Banco do Povo.



Presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Fempeg), Hélio Rodrigues de Almeida informa que o governo federal libera com freqüência linhas de crédito por meio da CEF e Banco do Brasil. "Dinheiro para elas, ultimamente não tem faltado."

O que questiona são juros de 0,83% ao mês acrescidos da TR. "Se somarmos o 0,83% mais a TR, em um ano vai dar mais de 10%. Não há negócio de micro e pequena empresa que dê esse lucro."

Fonte: Diário da Manhã/GO
Postado em 20/11/2008

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