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  Porto Velho/RO 04/09/2010
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Até 2014, prédios comerciais terão de ser sustentáveis

[08/10/2008] A eficiência energética de projetos de empreendimentos comerciais e de serviços poderá ser colocada à prova a partir de 2009. A partir do ano que vem, os empreendedores terão a chance de, voluntariamente, submeter projetos de edificações desses tipos a uma classificação segundo escala de eficiência aprovada pelo Procel Edifica (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica).

O programa existe desde 2003, mas limitava-se até agora a incentivar e divulgar práticas energéticas eficientes e desenvolver novas tecnologias. Em 2007, o programa deu um grande passo ao estabelecer a regulamentação do processo de avaliação para Edificações Comerciais, de Serviço e Públicas. Atualmente, o Inmetro ajuda a definir os laboratórios aptos a realizar a análise dos empreendimentos, que seguirão o padrão concebido por levantamentos realizados pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas).

Segundo o professor Roberto Lamberts, do Núcleo de Pesquisa em Construção do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), até o final do ano a expectativa é também treinar consultores. “O setor deve ter clareza de que a área de sustentabilidade e as novas técnicas de economia energética não são modismo; vieram para ficar”, afirma George Alves Soares, chefe do Departamento de Desenvolvimento de Projetos Especiais do Procel, da Eletrobras. “A construção civil tem papel fundamental nisso”, completa.

A partir de 2014, o Procel pretende promover a evolução natural do programa, da fase de etiquetagem para a concessão de um selo que ateste a qualidade. O passo seguinte é torná-lo obrigatório por força de lei.

Até lá, os empreendedores poderão se familiarizar com a sistemática de conceituação do Procel Edifica, que segue a mesma lógica utilizada na concessão de níveis de eficiência energética em eletrodomésticos, como geladeiras. Os edifícios, concluídos ou em reforma e retrofit, que se submeterem ao Procel Edifica, receberão conceitos entre A e E, conforme o nível de consumo de eletricidade. “Será a primeira vez que o usuário terá a noção exata da eficiência da edificação”, diz Soares. “A eficiência tem de ser meta no projeto, e o programa serve para balizá-lo. Mas a conquista da etiqueta dependerá do resultado final da edificação”, alerta Lamberts.

Segundo George Soares, a efetivação do programa trará novos paradigmas aos projetos. “Um monte de vidro na fachada é um crime! A área tem de liderar essa mudança”, diz.

Metodologia

Com este espírito, a metodologia de avaliação divide o prédio em 3 partes: envoltória (análise da cobertura, fachada, áreas de vidro, janelas, aberturas e vãos); sistema de iluminação; e sistema de ar-condicionado. Cada um desses elementos é certificado separadamente, por meio de simulações em computador que permitem comparar o projeto do prédio apresentado pelo empreendedor com uma “versão eficiente” do mesmo edifício. As simulações avaliam o comportamento dos ambientes construídos com relação aos parâmetros de conforto ambiental– temperatura, umidade, luminosidade e acústica.

O processo de certificação ocorre na execução e após a entrega do empreendimento. O programa estima que a economia de energia em projetos eficientes de construção possa chegar a 50%. No caso do retrofit, a redução de consumo seria de 30%. Quando o prédio é reformado, a economia pode variar entre 10% e 30%.

A etapa seguinte será a classificação dos edifícios residenciais, cuja audiência pública deve ser realizada ainda neste semestre. Este trabalho vem evoluindo também com a ajuda do SindusCon-SP.

O texto da regulamentação está disponível no site www.labeee.ufsc.br/eletrobras/reg.etiquetagem.voluntaria.html (Nathalia Barboza)

Fonte: SINDUSLETTER
Postado em 08/10/2008

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