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  Porto Velho/RO 06/09/2010
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Garantir a produção

[08/10/2008] A despeito da insegurança vivida nos meios financeiros com os reflexos da crise internacional, três fatos relevantes ocorreram nos últimos dias, assegurando a manutenção de recursos para as obras da construção civil.

A Caixa, principal operadora de uma parcela substancial do financiamento habitacional, enviou uma relevante sinalização para o mercado, ao decidir que os juros de suas linhas de crédito imobiliário deverão permanecer inalterados, apesar dos últimos aumentos da taxa básica de juros.

Embora não pudesse dar a mesma garantia com relação às suas demais linhas de crédito, a Caixa informou que tentará resistir a aumentos de juros também nesses financiamentos.

A segunda notícia relevante foi o desmentido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à informação de que o governo federal teria decidido autorizar a aquisição de ações da Petrobras com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Os recursos do FGTS são a única fonte federal para o financiamento da habitação para as famílias de baixa renda. Por esse motivo, além de uma parcela dos depósitos continuar disponível para esta finalidade, outra será destinada a um Fundo Garantidor, que o governo federal corretamente planeja criar para dar segurança aos investidores em habitação popular.

Este fundo está recebendo os últimos retoques no âmbito do Plano Nacional da Habitação (PlanHab), que o Ministério das Cidades deverá lançarem outubro. O projeto prevê uma ampla produção de moradias para minimizar o déficit habitacional até 2023. A idéia é que o investidor privado em habitação de interesse social tenha garantias com o mesmo peso daquelas oferecidas desde 2004 aos investidores do setor imobiliário. E os recursos do FGTS terão um papel fundamental para o sucesso do PlanHab.

Uma terceira decisão importante foi tomada pelo governo, ao anunciar que parte dos R$ 5,1 bilhões a mais, a serem destinados aos ministérios, irá para alguns projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Trata-se de recursos resultantes da revisão da estimativa de receitas, feita pelo governo, em vista do aumento da arrecadação de tributos.

A estes fatos soma-se a medida adotada pelo Banco Central, para aliviar o recolhimento compulsório dos bancos de modo que as instituições financeiras tenham mais recursos para ofertar crédito.

Neste cenário, os bancos privados prosseguem concorrendo pela oferta de crédito imobiliário, com recursos assegurados principalmente pelos depósitos da Poupança, que vêm aumentando por serem considerados um refúgio seguro para boa parcela dos investidores.

Não há, portanto, motivo imediato para aumento dos juros do crédito imobiliário dos bancos privados.

Preservar os investimentos produtivos é o melhor escudo que o país pode adotar para minimizar os efeitos da crise financeira internacional.

Para prosseguirmos neste rumo, é fundamental acelerar esses investimentos, de modo a elevar a oferta, equilibrando-a com a demanda. Nos setores em que isso demorar, a alternativa é a importação. Assim, conseguiremos afastar a inflação e reverter a alta dos juros.

Fonte: SINDUSLETTER
Postado em 08/10/2008

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